DO SEPULCRO À VIDA, UM CHAMADO: SEGUE-ME

Muitas vezes a rotina agitada dos dias atuais nos faz ter uma sensação de distanciamento de diversas coisas da nossa vida cotidiana, inclusive a nós mesmos. Escola, faculdade, trabalho, eventos sociais… na tentativa de ter uma vida considerada comum para alguns ramos da sociedade, acabamos nos distanciando do que realmente importa: o convívio com nossas famílias, um período para descanso físico e mental, e principalmente nossa relação com Deus.

A sociedade nos impõe um ritmo frenético, como se estivéssemos em uma corrida para o sucesso. É preciso passar no vestibular aos 18, terminar a faculdade antes dos 23, se casar aos 25, passar em um concurso até os 28 e ter sua casa e seu carro antes de completar 30 anos. O que todas essas “expectativas” ignoram é que não existe fórmula para o sucesso e tampouco o sucesso é algo universal, algo comum para todos.

Em um contexto cristão, algumas pessoas podem se considerar bem sucedidas quando se tornam coordenadoras de uma pastoral ou movimento. Outras pessoas, no entanto, podem se considerar bem sucedidasao fazer parte de uma comunidade, por servir na Santa Missa, sem aspirações de liderança.

Nesse contexto de contrastes entre o que é grandioso para as diferentes pessoas, encontramos diferenças em nosso relacionamento com Cristo. Por diversas vezes nos vemos esperando um sinal grandioso da presença de Deus em nossas vidas, esperamos encontrar uma sarça queimando, tal qual Moisés no deserto. Mas nos esquecemos que Deus fala conosco em nosso dia a dia.

Seja no sorriso de uma criança, em uma notícia inesperada, ou em um livramento em alguma situação corriqueira. Deus se faz presente em nossa vida a todo momento. Mais do que isso, Cristo nos chama para O seguir a todo momento. Assim como Ele nos dá sinais de sua graça a todo instante, Ele também nos oferece situações para O seguir. Seja momentos em que podemos mostrar nossa honestidade, seja em momentos em que podemos mostrar nossa compaixão e caridade, por exemplo quando ajudamos um idoso a atravessar a rua.

Podemos ser seguidores de Cristo no nosso cotidiano, ainda que tenhamos a rotina corrida. Pense em quantas pessoas foram inspiradas por ti, quando você reza o terço no ônibus, a caminho do trabalho, mesmo fazendo silenciosamente. Ou em quantas pessoas viram seu exemplo de vida e sabendo de sua caminhada junto a Cristo não foram tocadas e se reaproximaram de Cristo e da Igreja.

Seguir Jesus não se trata de uma emoção momentânea, algo que vivemos uma vez na semana quando vamos à Missa, muito menos algo que é vivido apenas em um encontro de três dias. Seguir a Cristo é decisão, é mudança de vida, de hábitos, é ter noção que sua vida pode ser espelho e por vezes o Evangelho que pessoas afastadas da Igreja irão ler. É saber que Deus está nos mínimos detalhes, e que isso não impede que ele opere grandes milagres em nossas vidas e das nossas famílias.

Hoje, e em todos os dias, Deus está te chamando, dizendo Segue-me. Você está disposto a segui-lo?

 

Igor Felipe de Oliveira Pinto
Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus
Diocese de Luz

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