A PEQUENA VIA: O QUE SANTA TERESINHA PODE ENSINAR AOS JOVENS DE HOJE?

Santa Teresinha do Menino Jesus nasceu na França em 1873, desde cedo conviveu em um lar tão cristão que seus pais (São Luís Martin e Santa Zélia) também foram canonizados. Ela era a caçula de nove irmãos, porém quatro deles morreram muito jovens, sendo assim Teresa cresceu junto a suas quatro irmãs.

Por ter tido a graça de ser filha de dois santos, pode parecer que a infância de Teresinha foi tranquila, porém sua história revela um caminho de muito amadurecimento à custa de sofrimentos, como por exemplo, o falecimento de sua mãe quando tinha apenas 4 anos.

Além da perda da mãe, Santa Teresinha desde muito cedo enfrentou muitos problemas de saúde, aos 10 anos de idade uma doença estranha a acometeu. Porém a jovem foi curada graças a um sorriso de Nossa Senhora:

“No dia 13 de maio de 1883, festa de Pentecostes, do meu leito, virei meu olhar para a imagem de Maria e, de repente, a imagem pareceu-me bonita, tão bonita que nunca tinha visto nada semelhante. Seu rosto exalava uma bondade e ternura inefáveis, mas o que calou fundo em minha alma foi o sorriso encantador da Santíssima Virgem. Todas as minhas penas se foram naquele momento, e lágrimas escorreram de meus olhos, de pura alegria. Pensei, a Santíssima Virgem sorriu para mim, foi por causa das orações que eu tive a graça do sorriso da Rainha do Céu”

Aos 15 anos, Teresa entrou para o Carmelo de Lisieux, sendo necessária uma autorização do Papa Leão XIII, devido sua pouca idade. Ela carregava em seu coração o desejo de ser missionária e anunciar o Evangelho a todos os povos e nações. Apesar disso, ela nunca deixou o Carmelo, mas permaneceu firme em oração por todos os missionários. Tanto é que São João Paulo II, em seu papado, a nomeou como Doutora da Igreja e Padroeira das Missões.

Enquanto esteve no Carmelo, Teresinha foi aconselhada a escrever uma autobiografia de sua vida, que após sua morte seria lançada no livro “História de uma Alma”, e se tornou um registro de sua vida de santidade e fé.

Aos 24 anos, Teresa foi acometida por uma tuberculose que a deixou bastante debilitada. Isso, porém não abalou sua fé, ela se manteve firme na fé e oração. Santa Teresinha fez duas promessas acerca de sua morte. A de que passaria o seu céu fazendo o bem sobre a terra; e a de que após sua morte faria cair do céu uma chuva de rosas, o que fez ela ser conhecida como Santa das Rosas. Em 30 de setembro de 1897 Santa Teresinha completou sua Páscoa. Ela foi canonizada em 1925 pelo Papa Pio XI.

O que torna Santa Teresinha tão especial não foram obras gigantes, mas sua fé e sua humildade. Seu caminho de santidade conhecido como a Pequena Via, ensina que para seguir a Deus, não é necessário grandes feitos, muito pelo contrário, o amor ao Senhor é provado nas pequenas atitudes do dia a dia.

Santa Teresinha ensina aos jovens da atualidade que para agradar a Deus não é necessário estar em grande destaque ou arrastar multidões. A Santa das Rosas mostra com seu exemplo de vida que é possível alcançar a santidade através de pequenos atos de amor e sacrifício. Desde suportar o incômodo de um barulho irritante até ajudar alguém sem buscar reconhecimento, tudo era visto por Teresinha como uma chance de oferecer um gesto de amor a Deus.

Levando isso ao contexto paroquial é possível aplicar a pequena via ao participar de alguma pastoral com amor e dedicação, ao ajudar na organização de algum evento da comunidade. Como dizia Santa Teresinha, nada é pequeno se feito com amor.

Que todos os jovens possam se espelhar no exemplo de Santa Teresinha, uma santa jovem, com uma fé enorme, que enxergou e espalhou o amor de Deus em cada instante de sua vida.

Santa Teresinha do Menino Jesus, Rogai por nós!

Igor Felipe de Oliveira Pinto
Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus
Diocese de Luziânia-GO

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *