O Domingo de Ramos celebra o início da Semana Santa, essa data relembra a entrada de Cristo em Jerusalém, quando foi aclamado por uma multidão festiva.
Este Domingo não é apenas o início da semana mais importante do calendário cristão, a Semana Santa, mas também o espelho da nossa alma, pois revela a fragilidade das nossas aclamações, a instabilidade da nossa fé, e principalmente a fidelidade absoluta de Jesus. Ele sabia para onde ia. Entrou em Jerusalém não como um conquistador que foge da dor, mas como o Servo obediente que abraça o amor até o fim.
A entrada de Cristo em Jerusalém, montado em um jumento, demonstra não apenas humildade (já que os reis e guerreiros usavam cavalos fortes e pomposos como símbolo de poder), mas também que o Reino de Deus não se impõe pela força, mas com humildade, mansidão e paz.
Conhecido também como Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, a liturgia desse dia possui a particularidade de celebrar dois Evangelhos em uma só celebração; a da entrada de Cristo em Jerusalém e a sua Paixão e morte. É como se nesse dia fossemos questionados se após acolher a Cristo, estamos dispostos a seguir com ele até o Calvário.
Nessa data destaca-se o paradoxo de que o mesmo povo que O recebeu com alegria é o mesmo povo que uma semana depois O condenou à crucificação.
Será que assim como as pessoas daquela época, não estamos deixando nossa relação com Cristo se deteriorar em um curto espaço de tempo?
A Semana Santa que se inicia não é um período que nos dará um mero feriado religioso, ou um dia de descanso. Mas é uma época propícia para intensificar orações, participar das celebrações em nossas paróquias, buscar confissão e viver verdadeiramente a Paixão de Cristo, confiantes, que após a cruz, vem a vitória da Ressurreição.
Igor Felipe de Oliveira Pinto
Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus
Diocese de Luziânia – GO