Karol Wojtyła, homem de uma santidade inexplicável, de um coração mariano e de um amor profundo à juventude. São João Paulo II foi um santo que transbordou seu carisma e sua vocação para evangelizar. Mesmo com idade avançada e saúde fragilizada, sua alma era jovem. Ele tinha um carinho muito especial pelos jovens, pois acreditava que eles não eram apenas o futuro da Igreja, mas também o seu presente.
São João Paulo II construiu, ao longo de sua vida, uma relação profunda de amor aos jovens. Para o Papa, a juventude não representava apenas uma etapa da vida, mas um tempo de grandes descobertas, questionamentos, escolhas e, sobretudo, de encontro verdadeiro com Deus. Ele compreendia que ser jovem significava carregar no coração muitos sonhos, mas também dúvidas, inseguranças e o desejo de encontrar um sentido verdadeiro para a própria existência. Por isso, procurava aproximar-se dos jovens com carinho, escuta e confiança, mostrando-lhes que a Igreja não deveria ser um lugar distante de suas realidades, mas uma casa onde pudessem encontrar acolhimento, orientação e a presença viva de Jesus Cristo.
Com o desejo ardente de reunir os jovens de todas as nações do mundo inteiro, em 1985, instituiu a Jornada Mundial da Juventude. Seu desejo era proporcionar aos jovens de diferentes países e culturas a oportunidade de se encontrarem com Cristo e entre si, reconhecendo que a fé é capaz de unir pessoas de realidades distintas e mostrar que, nessa caminhada rumo ao céu, não estamos sozinhos. A Jornada tornou-se um dos grandes legados de seu pontificado, reunindo multidões de jovens em encontros marcados pela oração, pela celebração da Eucaristia, pela alegria e pela comunhão com a Igreja. Mais do que grandes eventos, esses encontros eram convites para que cada jovem descobrisse que sua vida possui valor, sua história tem sentido e sua vocação merece ser vivida com coragem.
Entre as mensagens mais conhecidas de São João Paulo II está o seu insistente apelo: “Não tenhais medo!”. Essas palavras não eram apenas uma frase de efeito, mas um convite para que os jovens não permitissem que o medo, as pressões sociais ou as incertezas do futuro os afastassem de Cristo. São João Paulo II os encorajava a abrir as portas do coração a Jesus, confiando que o encontro com Ele não diminui a liberdade humana, mas a transforma e lhe dá um sentido mais profundo. Para o santo Papa, seguir Cristo não significava abandonar os sonhos, mas aprender a discernir quais deles poderiam conduzir a uma vida verdadeiramente plena.
Assim, a relação de São João Paulo II com os jovens ultrapassa as lembranças de grandes encontros e discursos emocionantes. Seu legado permanece no convite para que cada jovem descubra sua dignidade, reconheça os dons que recebeu de Deus e tenha coragem de colocá-los a serviço do próximo. Ele acreditava que uma juventude verdadeiramente aberta a Cristo poderia contribuir para a construção de um mundo mais justo, fraterno e cheio de esperança.
“Não tenhais medo! Abri, ou melhor, escancarai as portas a Cristo!” — palavras do Papa São João Paulo II no início de seu pontificado, em 1978.